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 Nicolas Pupier: Julho 22 st, 2015 at 14:39 pm

Boa tarde, senhor, Estava procurando uma tradução portuguesa do soneto de Arvers, e a encontrei no seu blog. Descobri aqui a existência da resposta da mulher amada,escrita por Louis Aigoin (note a ortografia do sobrenome), a qual eu também procurei.

Encontram-se referências detalhadas no livro "Le poéte Félix Arvers, 1806-1850", parcialmente disponível online. Também encontrei uma cópia do jornal Le Gaulois, de 1896, ao qual o próprio Louis Aigoin mandou outra resposta ao soneto, escrita pela poeta Mme C. Gay, nascida Céline Coquerel. Segue o link do jornal assim como uma primeira tradução que eu fiz, sem sermuito apurada: http://collections.bm-lyon.fr/PER00318274/PAGE4_PDFTenscerteza,amigo,que ela não pôde escutá-Io, O murmúrio de amor elevado à sua seguida? Uma mulher,acredita, sabe sempre entender, Essa linguagem muda que pronuncia-se baixo. Embora Deus a fizesse tema e complacente, Deveu livrar-se a dolorosas lutas E segurar a duas mãos seu coração para defendê-Io Contra um amor tão verdadeiro que não se trai. A um austero dever piedosamente presa, Talvez fosse sua melhor virtude aquela De parecer distraída e insensível à tua voz.

Achas que és o único guardando um segredo na alma? Encontra-se nesta terra,amigo, mais de uma mulher Que conserva traços serenos ao carregar sua cruz! O livro acima mencionado também cita uma terceira resposta, que eu transcrevo aqui: Mon cher, vousm'amusez quand vous faites mystére De votre immense amour en un moment conçu. Vous êtes bien naTfd'avoir voulu le taire : Avant qu'iI ne füt né, je crois que je I'ai suo Pouviez-vous,m'adorant, passer inaperçu Et, vivant prés de moi, vous sentir solitaire ? De vous iI dépendait d'être heureux sur Ia terre ; 11 fallait demander, et vous auriez reçu. Apprenez qu'une femme, au coeur épris et tendre, Souffre de suivre ainsi son chemin sans entendre L'aveu qu'elle espérait trouver à chaque pas, Forcément au devoir on reste alors fidéle. J'ai compris, vous voyez, « ces vers tout remplis d'elle » ; C'est vous, mon pauvre arní, qui ne compreniez pas ! (Autor desconhecido, também transmitido pelo Louis Aigoin) Atenciosamente, Nicolas Pupier