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Não Engula, Pedro Simon!

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NÃO ENGULA, PEDRO SIMON!
“Gaúcho macho não come mel, mastiga a abelha”.

 (Ditado apanhado no Rio Grande do Sul)

                            

Recentemente, Fernando Collor de Mello, em pleno Senado, dirigindo-se ao sena dor gaúcho Pedro Simon, gritou com os olhos e bramiu, violento:

– Não repita meu nome; engula o que falou e digira como puder!

O pecado do democrata Simon foi pronunciar o nome de ex-presidente da República, condenado no Senado à perda de seus direitos políticos pelo prazo de oito anos. Enxotado, assim, do cargo pelo povo e pelo Parlamento.

              Para eleger-se presidente, disse, em debate televisado, que seu contendor – candidato Lula – iria tomar a poupança bancária do povo. Elegeu-se, e seu primeiro ato foi o de confiscar os depósitos bancários de todos os brasileiros… Jurou acabar com os “marajás” da República, mas o que fez foi acordar com o seu tesoureiro de campanha, PC Farias, na prática da corrupção e de desvios do dinheiro público.

              Por tudo, teve a “honra” de ser o único presidente republicano a merecer um processo de impeachment, que o tornou inelegível por oito anos, Findo o prazo de sua suspensão, ordenada pelo poder político, seus comparsas, desdenhando a opinião pública nacional, voltaram a elegê-lo para o Senado da república. E ali, há pouco, mandou “engolir” (calar) seu nome, dito sem por nada incriminá-lo, por um velho senador democrata, em seu mister de discursar na tribuna.

              A agressão oral de Collor foi menor que a de seu aceso olhar encolerizado, repetindo, inconscientemente, a ira do seu pai e também senador Arnon de Mello, quando, naquele mesmo Senado, atirando a esmo, matou, em plenário, um senador do Acre. O senador Simon assustou-se!

              Não engula, Simon! Mastigue o maribondo, como no ditado rio-grandense! Ou não és mais tu um gaúcho macho?

Postado em agosto/2009 - Feiz Bahmed