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O Homem Mais Honesto do Mundo

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Há bem tempo, li em uma revista americana um fato que me deixou realmente surpreso. O artigo falava da ida a Madrid de um comerciante estabelecido em Chicago, de nome Fred Sairkit.

Ao comentar com seu amigo Eddy sobre o motivo de sua próxima viagem, Fred lhe disse que, além de pretender gozar do esplêndido convívio com uma cidade altamente civilizada, ali iria realizar algo que sempre almejara.

Sua estada em Madrid coincidiria com o sorteio da famosa e tradicional loteria espanhola, conhecida como “El Gordo”, que, anualmente, se realiza pelo Natal e paga o maior prêmio do mundo, em espécie: coisa de milhões de dólares!

Não se conhecia, antecipadamente, o valor exato do prêmio, dado que este depende sempre do montante arrecadado com os participantes do sorteio, espalhados mundo afora. O bilhete, Fred sabia já, custava, naquele ano, mais de mil dólares. Porém, qualquer que fosse o preço, iria satisfazer seu sonho e comprar um. O amigo Eddy, então, entregando-lhe US$2.000,00, pediu-lhe que comprasse também um para ele, pelo preço que fosse.

A viagem e o sorteio anual da loteria se fizeram tal qual sonhara o viajante. Lá chegando, após adquirir os dois bilhetes, esperou cerca de duas semanas para o grande dia do sorteio. Grande dia, sim, para Fred, pois, a despeito do que se pudesse pensar ou supor, grande foi sua felicidade ao endereçar um telegrama a seu amigo Eddy em Chicago, dando-lhe a notícia: “Você ganhou o grande prêmio da Loteria Espanhola! Diga para aonde devo enviar os setenta milhões de dólares. Parabéns, abraços, Fred.”

             Entre incrédulo e abobalhado, o amigo de Fred aguardava sua volta, para conhecer os inimagináveis detalhes daquele presente dos céus!  Tão logo Fred chegou ao aeroporto, lá estava o amigo, ansioso, a esperá-lo. E não pôde adiar a pergunta:

             – Diga-me, Fred, pelo amor de Deus: você também comprou o seu sonhado bilhete?

             – Claro, Eddy! Comprei, mas não tive a sua sorte: meu bilhete não ganhou um só dólar. 

             – Espera, Fred… E como sabia você que o bilhete premiado era o meu, homem?!

             – The simplest thing in the world! – manchete com que foi publicada a notícia em um jornal de Chicago – “A coisa mais simples do mundo”, respondeu Fred.  E explicou: – Comprados os dois bilhetes, coloquei o meu em meu bolso direito, entende? O seu bilhete, no bolso esquerdo.  O premiado foi o do bolso esquerdo, para sua felicidade!

 

 

             Postado em março/2009 - Feiz Bahmed